ENTREVISTA DO MÊSNo mês de setembro, o entrevistado é o Mestre Jorge Olmar, faixa preta 4° dan, com cerca de 20 anos de taekwondo e especialista em gestão estratégica. Acompanhe como foi: Nome completo: Jorge Olmar Marialva Copello Graduação: Faixa Preta IV Dan (WTF-CBTKD) Idade: 54 anos Profissão: Engenheiro Eletricista, com Mestrado em Administração, Empresário e atualmente envolvido com uma outra pós-graduação em uma área bem distinta de sua formação, ou seja: História. APTERJ: Quem foram seus mestres? Ms. Jorge: Comecei a praticar o Taekwondo a cerca de 20 anos com o Ms. Hernandes, na época professor, com quem treinou até atingir a faixa preta (Graduado 1º e 2º Dan pelo Grão Mestre Yong Min Kim), depois tive como mestres o Ms. Teófanes (6º Dan –WTF) e o Ms. Antônio Silva(6º Dan-WTF) e atualmente treino com o Ms. Hélio de Mello (6º Dan –WTF), com o qual me graduei no IV Dan–WTF em 2004.
Ms. Jorge: As medalhas conquistadas pelo país foram muito importantes para trazer o Taekwondo de volta a mídia. O Pan serviu para trazer uma nova oportunidade de crescimento por isso cabe aos mestres e dirigentes aproveitarem a oportunidade para desenvolver bons projetos que consigam desdobrar essa vantagem midiática e manter o Taekwondo no auge por muito tempo. APTERJ: Hoje o Taekwondo está deixando de ser Arte Marcial e tranformando-se cada vez mais em esporte de competição. Como você avalia esta mudança? Ms. Jorge: Eu não gosto muito do Taekwondo de competição, pois é muito limitado. Em minha opinião o Taekwondo é uma das artes mais bonitas e completas do mundo e quando o leigo vê o Taekwondo na televisão, principalmente durante o Pan, acaba achando que a Arte se resume e ficar saltitando e atacando com o Bandal. Carecemos de uma maior divulgação institucional do Taekwondo como arte marcial, como fizeram os coreanos, no auge da divulgação, com suas equipes de demonstração. Nesta época os mestres faziam várias demonstrações em escolas e locais públicos com lutas combinadas, poom-se, quebramentos, técnicas de chutes e saltos que deixavam todos empolgados pela plasticidade e eficiência da arte. Precisamos trazer de volta esse excelente instrumento de divulgação. Olha aí um importante papel para ser resgatado pela APTERJ. APTERJ: O que falta para o Taekwondo se firmar como esporte de elite no país? Ms. Jorge: Um dos problemas do Taekwondo é a existência de professores, com descontinuidade de formação ou má formação (Existem vários pseudo-professores, que não foram qualificados em nenhum exame regular de faixa preta) que se estabeleceram pela falta de uma estrutura organizada de administração do esporte. Hoje o que o Taekwondo mais precisa é de bons gestores. APTERJ: Como você avalia o trabalho da APTERJ nos últimos anos? Ms. Jorge: Até agora a APTERJ tem realizado um trabalho de sucesso. Mas agora temos que nos voltar para resolver o problema da captação de recursos e investir mais na formação de nossos gestores, talvez até buscando uma ajuda profissional. APTERJ: Deixe uma mensagem para os visitantes do site: Ms. Jorge: O Taekwondo no Brasil necessita urgentemente que os seus Mestres, Professores, Instrutores e Faixas Pretas atletas, reúnam-se e façam uma profunda reflexão sobre o seu parcial sucesso em sua inserção no Universo das Artes Marciais. Não é promissor continuar a depender simplesmente de resultados espasmódicos, produzidos pelos esforços individuais de alguns atletas abnegados. Será necessária a construção de um projeto que: dê maior consistência, continuidade e ampliação dessa elegante Arte Marcial. Deseja ver mais entrevistas? Selecione abaixo e clique em Ver entrevista©2007 APTERJ - Melhor visualizado em Internet Explorer 7.0 - Desenvolvido por MOTA
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